05 Vinícolas para visitar na Toscana

Quantas pessoas não sonham em viver sob o sol da Toscana? A antiga terra da civilização etrusca é uma alegoria ao prazer de viver, comer, beber e viajar. Os visitantes que aqui chegam podem hospedar-se em hotéis de inegável charme e conforto, banquetear-se com o que há de melhor na gastronomia local, provar vinhos de cepas antiquíssimas e conhecer cidades, museus, igrejas e monumentos de grande importância histórica. Só para se ter uma ideia, a Unesco designou seis destinos toscanos como patrimônio cultural da humanidade: Florença, sua principal cidade; a praça da catedral de Pisa e sua famosa torre inclinada; o centro histórico de Siena; a pequena e elegante San Gimignano; o casario medieval de Pienza; e Val d'Orcia.

 

Nesta terra tão bela, pontilhada de estradas ladeadas por ciprestes centenários e campos de oliveiras e videiras, surgiram mestres da Renascença e o gênio de homens como Dante Alighieri, Leonardo da Vinci, Michelangelo Buonarroti, Maquiavel, Galileu Galilei e Puccini. Seu ponto nevrálgico e logístico é Florença, a cidade do poderoso clã Medici, patronos das artes e da guerra. Aqui você encontrará o magnífico Duomo de Brunelleschi, o melhor museu da região, a Galleria degli Uffizi, e dezenas de outras grandes atrações. Não longe dali, próxima à rota dos vinhos Chianti, Siena desponta com seu elegante centro amuralhado e a monumental praça que é cenário da dramática corrida de cavalos, o Palio. Falando em espaços público singulares, nenhum se compara ao Campo dei Miracoli de Pisa. Aqui, um complementando o outro, estão os emblemáticos edifícios da catedral, do cemitério, do batistério e do campanário, a torre inclinada. Alguns quilômetros adiante, Lucca e seu ar bucólico não podem ser ignorados.

Na região leste da Toscana, Arezzo guarda a igreja de São Francisco, onde estão os arrebatadores afrescos de Piero della Francesca.

 

COMO CHEGAR e CIRCULAR

Florença é o principal centro turístico e logístico da Toscana. Daqui partem e chegam trens (www.trenitalia.com) que cruzam a península da Itália, vindos de Roma, Bologna, Milão e Veneza. De sua estação principal, Santa Maria Novella, partem composições rumo a várias cidades da região, como Pisa, Lucca, Carrara e Cortona. Próxima a ela também fica o terminal rodoviário, com trens que cobrem outras cidades da região, como Siena e San Gimignano.

A cidade é servida por um aeroporto internacional (www.aeroporto.firenze.it) com voos vindos de cidades como Londres, Amsterdã, Frankfurt e Copenhague.

Se quiser flexibilidade para fazer paradas alongadas ou mesmo inesperadas, uma recomendação é alugar um carro. As estradas são ótimas e há sempre uma boa desculpa para parar o carro: um restaurantes simpático, uma vinícola chamativa ou mesmo aquela paisagem arrebatadora. Quem tiver mais tempo disponível, pegue uma bicicleta e se perca pelas estradas alternativas.

 

ONDE COMER

Comer bem na Toscana é uma obrigação. Aqui, como em poucos outros lugares do Mediterrâneo, os ingredientes são fartos, variados e de qualidade. Se a bistecca alla fiorentina, um bife alto, aromático e suculento, é o símbolo da gastronomia local, também merece o título seu perfumado azeite de oliva. Aqui a variedade de carnes é ampla, de caça a javalis, de porco a boi, a essência de uma escola de açougueiros cujas habilidades se espalharam pelo mundo.

Considerando que a região é vizinha da Emilia-Romanha -- de onde vem queijos como o parmesão, grana padana e o azeite balsâmico -- pode se afirmar que os restaurantes por aqui são muito bem abastecidos. Boa parte deles conta com menus fixos, com entrada (o antispasto, que pode ser uma saladinha, embutidos variados ou um crostini), primeiro prato (um prato quente, podendo ser um risoto, massa ou sopa), segundo prato (normalmente uma carne acompanhado do contorno, um acompanhamento) e uma taça de vinho da casa. Ocasionalmente está incluido no preço uma sobremesa simples e café.

Obviamente que há restaurantes para todos os tipos de bolso, mas a maioria serve pratos com apelo e sabor familiar, a preços justos. Na hora do lanche, há sempre um bar ou lanchonete -- ou mesmo quiosques -- que trazem paninis ou sanduíches com recheios que variam de prosciutto a mozzarella de búfala. Cafés, como em toda a Itália, estão sempre próximos e trazem especialidades locais, como o zuccotto (um bolinho de recheado de amêndoas e chocolate).

 

VINHOS

A produção vinícola na Toscana remonta à ocupação humana na região. A produção local abasteceu por séculos as festas romanas, estabeleceu-se com uma tradição à mesa e, nos anos 1970, passaram a receber investimentos em tecnologia, novas castas e produtos. Os mais conhecidos rótulos da região são o Chianti Classico (um tinto que virou best-seller mundo afora), o Vino Nobile de Montepulciano (semelhante ao Chianti, mas considerado superior), o Vernaccia di San Gimignano (um branco fresco e frutado) e o Brunello di Montalcino (um tinto feito da uva Sangiovese).

Vários viticultores abrem as portas de suas casas para a visita de turistas, com direito a degustações e passeios técnicos.

 

SUGESTÃO DE ROTEIRO

 

Antinori Chianti Classico

Localizada a menos de 20 km do centro de Florença fica a impressionante nova adega Antinori Chianti Classico, que situa-se entre vinhas e olivais geometricamente alinhados. A família Antinori está  no negócio do vinho desde 1385, mas não se deixe enganar pela longa história - aqui você não vai encontrar arquivos empoeirados, mas um império vinícola ativo e prolífico que possui dois dos melhores vinhos da Itália: Solaia e Tignanello ( produzido em uma propriedade Antinori nas proximidades).

Inaugurada em agosto de 2013, a nova adega, desenhada por Marco Casamonti - um dos principais arquitetos da Itália - tem mais de 600 anos de vinificação em exposição no seu museu do vinho, loja de livros, coleção de arte e, é claro, bar de vinhos e salas de degustação. Tudo isto está alojado dentro de uma estrutura utilizando terracota local, concebido para gerar as condições climáticas perfeitas.

Horas e visitas: de segunda a sábado 11:00-19:00, domingo, 11:00- 15:00.

Visitas guiadas partem a cada hora, a partir das dez horas até as quatro horas.

Valor: € 20 por pessoa - reserva essencial.

Restaurante: No andar de cima, no Rinuccio 1180, Chef Matteo Cambi Endereço: Via Cassia per Siena 133, 50026 Bargino, San Casciano Val di Pesa. +39 055 2359700

 

Castello di Ama

Quando Lorenza Sebasti e Marco Pallanti compraram o Castello di Ama um pouco mais de 30 anos atrás, as instalações e as suas vinhas e olivais estavam em um estado de abandono. Hoje, o castelo do século 12 está maravilhosamente renovado e tem uma das mais importantes instalações relacionadas com o vinho de arte contemporânea no local, bem como vinhos finos fantásticos, como o Haiku Chianti Classico.

Enquanto muitos produtores de vinho também fazer azeite extra-virgem, Castello di Ama tem um lagar de azeite state-of-the-art que permite que o Pallantis para engarrafar um dos melhores produtos da Toscana (não pode deixar de provar)

Horas e visitas: somente com hora marcada.

Restaurante: La Terrazza di Ama está situado em uma casa toscana, com móveis antigos e modernos elementos de design. É uma maneira maravilhosa de experimentar vinhos da propriedade, harmonizados com uma cozinha fantástica.

Località Ama, 53013 Gaiole in Chianti. +39 0577 746031; castellodiama.com

 

Castello di Nipozzano

O castelo foi construído 1.000 anos atrás para proteger Florença, e grandes artistas como Donatello e Michelozzo Michelozzi compram, regularmente vinho da propriedade. Foi destruído em 1944, em seguida, parcialmente reconstruído, mas você ainda pode ver a adega original no Villa Renaissance.

A passeio inclui uma visita às caves monumentais onde o Chianti Rufina (a maior denominação na região de Chianti) é envelhecido. Outros destaques incluem a sala de degustação em uma cozinha antiga, bem como os vinhedos perfeitamente mantidos em todo o vale. Se você está lá para comprar, as antigas safras, começar pelas de 1864, mas atenção as do anos de 1960, 1974 ou 1981.

Horas e visitas: Aberto em dias de semana. As visitas devem ser reservadas com antecedência.

Restaurante: Não há restaurante, mas as visitas podem ser solicitados para incluir também uma refeição utilizando produtos cultivados na propriedade. Via di Nipozzano, 50060 Pelago, Florença. +39 055 8311050; frescobaldi.it

 

Capezzana

A propriedade vem produzindo vinho e azeite extra-virgem desde 804. Mais recentemente, a família Contini Bonaccossi  renovou suas instalações dando ums novo aspecto para a adega criando um  um wine bar chamado La Vinsantaia (aberto de abril a outubro), onde os hóspedes podem desfrutar de degustações de vinho informais, bem como alimentos. Esta é uma grande propriedade, diversificada, com 650ha de floresta, vinhedos orgânicos e oliveiras, e uma escola de culinária.

No verão, não perca o terraço com a vista do Duomo de Florença, e aproveite para provar um dos melhores vinhos da Toscana, vin santo (vinho de sobremesa). Para aqueles que procuram vinhos para comprar, a adega tem uma grande lista de safras do grande Villa di Capezzana, a partir da década de 1930. Ainda assim procure pelas safras de 1968 ou 1988

Horas e visitas: Aberto de segunda a sábado.

Valores: Tours são € 10 por pessoa para um passeio e degustação que inclui três vinhos. Reserva antecipada é recomendada.

Restaurante: O bar de vinhos Vinsantaia oferece comida à base de produtos orgânicos, além de uma variedade de vinhos da propriedade. Endereço: Via Capezzana 100, 59015 Carmignano. +39 055 8706005; capezzana.it

 

Salcheto

Salcheto tornou-se a primeira vinícola autossuficiente na Europa, com a sua colheita de 2011. A maioria da energia vem de fontes renováveis ​​e materiais reciclados da própria adega. Há práticas de recuperação de água, painéis solares que fornecem a energia para o porão, e os tanques de vinho operam reduzindo o excesso de CO2 que é produzido durante a fermentação.

Salcheto também é certificada como orgânica, e é a primeira vinícola da Europa certificado para usar o selo de carbono verde em suas garrafas, produzindo vinhos de alta qualidade. Com vista para a bela cidade de Montepulciano , Salcheto é uma das mais belas vinícolas

para o vale. A carta de vinhos oferece os melhores vinhos italianos a preços excelentes.

Endereço: Località Castiglion del Bosco, 53024 Montalcino Siena. +39 0577 1913001; castigliondelbosco.co; wine@castigliondelbosco.com

 

QUANDO IR

A região pode ser visitada o ano todo. Uma boa ideia é aproveitar o tempo bom do verão, com 11 horas de sol durante o dia e especialmente convidativo para caminhadas. No entanto, se quiser evitar as hordas de turistas, considere uma visita no final da primavera ou no início do outono.

 

INFORMAÇÕES AO VIAJANTE

Línguas: Italiano

Moeda: Euro

Como ligar para o Brasil: 800-172-211 (Embratel)

Visto: Não é necessário.

Saúde: Para entrar na Itália, nenhuma vacina é obrigatória.

Embaixada oficial no Brasil: SES, Qd. 807, lote 30, Brasília (DF)
(61) 3442-9900
https://www.ambbrasilia.esteri.it

 

Melhor época para visitar: Vale a pena conhecer a região em qualquer época do ano, mas o período entre abril e novembro é o melhor para atividades ao ar livre. Para quem quer visitar museus, galerias de arte e igrejas, o inverno é uma boa opção para evitar as multidões.


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