Polvo Guisado a Moda de São Miguel

Hoje resolve cozinhar em homenagem a minha família açoriana “Soares de Albergaria”.

Este prato tradicional da cozinha açoriana, é um dos mais representativos da gastronomia do arquipélago, ocupando um lugar de destaque à mesa na ceia de Natal. O polvo guisado pode ser servido como prato principal, sendo acompanhado com batata ou arroz branco, ou como petisco.

Nos Açores, o polvo saboreia-se guisado ou estufado em vinho tinto, e leva sempre malagueta. Também se serve polvo assado, sendo menos comum encontrar receitas de polvo cozido, variante pouco apreciada nas ilhas açorianas.

 

Ingredientes:

(para 4 pessoas)

  • 1 cebola
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 2 pimentas malaguetas sem semente
  • 2 colheres (sopa) de molho de tomate
  • 2 dentes de alho
  • 2 kg de polvo
  • 200 ml de vinho tinto
  • 400 ml de vinho branco
  • 500 g de batatas descascadas e cortadas em 4
  • sal e pimenta a gosto

 

Modo de Preparo

    1. Coloque água para ferver,

    2. Enquanto isso  lave o polvo. Garanta que toda a areia foi removida,

        - Escolha o polva mais fresco - quanto mais claro, mais fresco é.

        - Dica para amaciar o polvo: 

            Coloque 5 litros de água, duas folhas de louro e dois ramos de tomilho, e leve ao fogo até ferver, 

            Baixe o fogo, e coloque o polvo já limpo por aproximadamente 1 hora,

            Desligue o fogo, tampe a panela, e a mantenha por 15 minutos tampada, 

            Retire e escorra bem,

            Deixe esfriar (a partir desta preparação, você pode preparar inúmeras receitas com o polvo já macio),

    3. Em seguida, corte-o em pedaços médios e regulares e deixe escorrer,

    4. Faça um refogado com o azeite e as cebolas bem picadas,

    5. Quando a cebola estiver translúcida, junte o molho de tomate e as pimentas malaguetas picadas bem fininhas, deixando apurar,

    6. Junte o polvo fatiado e deixe-o refogar.

    7. Após 15 minutos, regue com os vinhos e um pouco da água em que escaldou o polvo, até o cobrir.

    8. Deixe cozinhar até o polvo ficar tenro, sendo que o tempo de cozedura depende da qualidade do polvo.

    9. Quando estiver praticamente cozido, junte as batatas, e deixe cozinhar por uns 5 minutos

    10. Retifique os temperos e adicione sal e pimenta a gosto.

    11. Coloque o polvo e as batatas num travessa e leve ao forno, previamente aquecido (180ºC) - Deixe ferver e apurar o molho.

    12. Retire e sirva de imediato, acompanhado de arroz branco

 

HARMONIZAÇÃO

 

Villard Sauvignon Blanc Reserve Expresión

 

Villard é um caso a parte no Chile. Primeiramente é um pequeno produtor por opção, depois é um grande especialista em vinhos brancos oriundos do fresco Valle de Casablanca. Seu Sauvignon Blanc Reserva Expresión foi o único penta-estrelado no “Guia de Vinhos Chilenos 2003/ 2004” e faz um estrondoso sucesso no mercado brasileiro.

 

Uva: Sauvignon Blanc

Safra: 2014

Produtor: Villard

País: Chile

Região: Vale de Casablanca

Graduação alcoólica: 13%

Temperatura de Serviço: 8º a 10ºC

Expectativa de Guarda: 3 anos

Amadurecimento: 2 a 3 meses em cubas de inox sobre as borras finas.

Visual: Coloração verdeal cristalino, límpido e brilhante.

Olfativo:Aromas que seduzem pelo lado tropical marcado (maracujá e kiwi) mas não enjoativo pois o típico buquet herbáceo que provém da zona fria de Ovalle lhe agrega complexidade.

Gustativo:Cheio em boca, com frescor e mineralidade, persistência moderado, mas com final de boca elegante e saboroso.

Harmonização: Sashimi de salmão defumado, risotos com frutos do mar, ceviche de corvina

 

 

Paulo Laureano Singularis

Responsável pela enologia de uma imensidão de marcas de vinho, Paulo Laureano tem ainda tempo para lançar vinhos com a sua própria marca, agora com o seu próprio nome e o seu bigode que é já uma imagem de marca. No caso dos seus vinhos tem como filosofia usar apenas castas portuguesas.

 

Uvas: Aragonês e Trincadeira

Safra: 2004

Produtor: Paulo Laureano Vinus

Pais: Portugal

Região: Alentejo

Graduação alcoólica: 13.5%

Temperatura de Serviço: 16º a 18ºC

Expectativa de guarda: até 2020.

Visual: Embora fiel às castas portuguesas, este vinho tem um perfil mais de encontro ao Novo Mundo, a começar pela sua cor bastante carregada. Rubi intenso com  halo lembrando cor de telha. Lagrimas intensas e duradouras.

Olfativo: Aroma intenso, com a fruta muito madura em destaque, acompanhada de algum vegetal e especiarias.

Gustativo: Encorpado, cheio de pujança, com a fruta também aqui em destaque e taninos também presents, mas sedosos e redondos. Tem uma ligeira doçura que é compensada com a boa acidez. Também de notar que o grau alcoólico é moderado, especialmente se tivermos em conta a sua origem. O sabor que fica na boca, bastante especiado, prolonga-se por um bom tempo.

Harmonização: Pratos a base de carne vermelha, cordeiros, caças, guisados. Provamos com este guisado de polvo e harmonizou muito bem

 


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