Qualidade na taça: Curso desvenda os vinhos do Brasil

"Se o brasileiro soubesse o espumante que o Brasil faz, jamais beberia uma garrafa de champanhe". Essa frase foi proferida por um dos críticos da revista inglesa Decanter, uma das maiores publicações de vinho do mundo. E é isso que acontece: o brasileiro costuma dar valor ao que vem de fora. Para desmistificar essa questão, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) realizará em Manaus o projeto "Qualidade na
Taça", voltado para pessoas que queiram conhecer o verdadeiro potencial do vinho fabricado no Brasil.

O projeto é encabeçado pelas vinícolas do Rio Grande do Sul e com as demais viníco las brasileiras para
fomentar as vendas nacionais, segundo explica o enólogo Mauro César Souza. O curso, que acontecerá na segunda (11) e terça (12) visa capacitar os profissionais da área para dar a eles maiores informações sobre os vinhos nacionais e sobre as vinícolas existentes no Brasil. Os vinhos branco e espumante também farão parte do curso, bem como os prêmios que os vinhos nacionais já receberam por aí.

A ideia é levar conhecimento aos profissionais que trabalham no ramo para que eles possam repassar as informações sobre os vinhos aos clientes. "O treinamento consiste em duas partes: a primeira é a conscientização sobre a história do vinho no Brasil e como o vinho se adequa ao Brasil. Vamos fazer uma degustação e ensiná-los a degustar o vinho. Já na segunda parte, falaremos sobre harmonização. As pessoas, quando passam a provar o vinho brasileiro entendem que ele passa a ser melhor que o importado, e muito mais barato", declara Mauro, que ressalta: no exterior, o vinho brasileiro é muito conceituado.

Excelência

Poucas pessoas sabem, mas o Brasil tem excelência máxima na qualidade de seus espumantes. "Todos os críticos mundiais acabam provando o nosso espumante e vendo que nossa qualidade é superior a 90% do que tem no mercado. Não é novidade que o Brasil já produz algo no nível do champanhe", diz Souza. Dos vinhos brasileiros de maior destaque, ele elenca os rótulos Valduga, o 130, Cave Geisse, e Valmarino Churchill.

"Todos eles, quando entram na degustação com o champanhe, ganham. As degustações são feitas às cegas, não tem como distinguir o que é o quê", pondera o enólogo.

Segundo ele, os preços também diferem. "Estamos falando de vinhos nacionais de R$ 100, contra vinhos
importados de R$ 500. Nos cursos, a gente faz justamente isso: põe à prova, a degustação, explica as medalhas que os vinhos brasileiros vêm ganhando. Só no mercado externo europeu e americano os vinhos brasileiros ganharam mais de 3 mil medalhas de ouro", coloca Mauro.

O que faz o vinho brasileiro ser especial hoje é o método de fabricação, que foi bastante aperfeiçoado. "O
Brasil tem o clima perfeito para espumantes na região de Bento Gonçalves (RS). Lá, o clima é muito específico. O Brasil acabou de criar uma lei brasileira que é uma IP (Indicação de Produção do Vinho Nacional). Todos os espumantes produzidos na região de Pinto Bandeira, uma área de Bento Gonçalves, tem o selo máximo de qualidade", explica.

Com o curso, a ideia é treinar bastante os profissionais para prepará-los para o Circuito Brasileiro de Degustação, que acontece em todas as capitais brasileiras a cada dois anos. O grupo está tentando trazer o circuito para Manaus. Para se inscrever no projeto que vai acontecer na cidade, é só se dirigir à pizzaria Loppiano, preencher uma ficha e deixar e-mail e telefone. Parte do curso acontecerá online. "Lá, você vai deixar os seus dados e receber no seu e-mail um login que vai dar acesso à plataforma online do curso. Vai fazer a parte presencial, a virtual e receberá o certificado", finaliza Mauro.



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