Quem disse que comida de boteco não combina com vinho?

Atualmente a gstronomia brasileira tem ganhado fama internacional e nacionalmente, principalmente a gastronomia de rua com seus food-trucks e o nosso tão conhecido boteco, que nos proporcionam “happy hours” cada vez mais saborosos. Com isso, e não  é por acaso, um termo tem sido cada vez mais usado: harmonização, que nada mais é do que combinar comidas e bebidas para que os atos de comer e beber fiquem ainda mais especiais.

Mas aí você, leitor, pode pensar: “Ah, mas para fazer uma harmonização tenho que investir muita grana em bebidas e comidas mais refinadas” e eu gosto mesmo é de boteco.

Então vamos experimentar algo novo no nosso happy hour: vinho. Quem disse que vinho e comida de boteco não combina se enganou. A bebida é versátil e combina muito bem com petiscos e momentos divertidos. Há vinhos que combinam bem com a comida e o ambiente descontraído dos bares.

É claro que ninguém vai a um bar para degustar grandes rótulos, a finalidade de uma botecada (o ato é tão popular que se tornou verbo) é encontrar pessoas e conversar, discutir ou praticar filosofia de boteco. E, é claro, também, beber e comer direito – e botecos que tratam mal comida e bebida deveriam ser banidos do universo. Mas daí a achar que alguém vai a um bar com sede e fome de informações profundas sobre comida e bebida, ou em busca de serviço de restaurante estrelado, vai uma grande distância.

Há algumas técnicas na hora de harmonizar vinho e comida de boteco que devem ser adotadoas como, por exemplo, analisar o peso e a textura tanto da bebida quanto da comida. A regra é simples: pratos leves devem acompanhar vinhos leves. Pratos ácidos devem acompanhar vinhos leves e bem frescos. Já os pratos gordurosos precisam de vinhos com taninos mais potentes e acidez alta.

Para harmonizar com Vinho Tinto

  • Tábua de Frios
  • Filé Acebolado
  • ◦Espetinhos   

Para pratos à base de carne com gordura e estrutura, o ideal é optar por vinhos tintos com agradável frescor.o Por exemplo: feijoada ou caldinho de feijão acompanhados de um bom pinot noir, pinotage ou espumante.

Para harmonizar com Vinho Branco

  • Bolinho de Bacalhau
  • Isca de Peixe
  • Camarão ao Alho e Óleo
  • Pastelzinho de queijo, palmito ou camarão
  • Coxinha
  • Empadas de palmito

Petiscos a base de peixes e frutos do mar pedem vinhos brancos por serem leves, aromáticos e com acidez na medida certa. Pinot Gris, Sauvignon Blanc ou Chardonnay surgem como opções certeiras.

Para harmonizar com Espumantes

  • Frango a Passarinho
  • Batata Frita
  • Salgadinhos Fritos
  • Torresmo
  • Polenta
  • Anéis de Cebola
  • Batatas e cebolas em conserva

As opções acima são de comidas com alto teor de gordura – e que são mais comuns de serem opções para petiscar. Por isso, bebidas mais ácidas são grandes aliadas. Então você pode optar por vinhos e espumantes que sejam leves e com frescor pronunciado, como a Chardonnay,  Sauvignon Blanc ou Riesling.

 

Vinhos que vão bem na mesa de boteco

Fácil. Um vinho de boteco não exige grande concentração do bebedor para captar as complexas notas de aroma. Ele é, em primeiro lugar, simples.

Leve. A ideia, no boteco, é a bebida acompanhar a conversa, e se o papo for longe, o vinho não pode ser pesado, não pode cansar o botequeiro.

Barato. Com a perspectiva de tomar várias garrafas e dividi-la em turma, o vinho deve ter um preço razoável, até R$ 50. O que tem funcionado bem em outros países e em alguns botecos e bares no Brasil, é a venda do vinho em taças. Assim o cliente paga somente o consumir e pode experimentar vários vinhos e vários pratos 

 

Sugestões

 

Ponto Nero Espumante Moscatel

Vale dos Vinhedos, Brasil

Está entre os moscatéis mais secos do mercado. Equilibrado, é boa solução como aperitivo e encara petiscos, tanto os de sabor doce e salgado.

 

Espumante Salton Reserva Ouro

Serra Gaúcha, Brasil

O rótulo até é manjado, mas difícil encontrar maior qualidade nessa faixa de preço. O lado cítrico ganha complexidade com os fermentos e não faz feio em comemorações.

 

Falernia Pedro Ximénez

Elqui, Chile

Eis uma boa opção para acompanhar manjubinhas fritas. A uva Pedro Ximénez é mais associada aos vinhos de Jerez. Este exemplar chileno é seco e tem boa acidez.

 

La Posta Cocina Blanco

Mendoza, Argentina

Bom e barato. Resultado de projeto liderado por Laura Catena, filha de Nicolás. Experimente combinar este vinho com empanadas (argentinas, é claro!). Fica perfeito.

 

Morandé Pioneiro Pinot Noir

Casablanca, Chile

Pescados e frituras são boas companhias para esta tinto. Acompanha bem feijoada e caldinho de feijão.  A Pinot Noir tem a vantagem de ser delicada. Nesta versão chilena a fruta é intensa mas não domina.

 

Herdade dos Coelheiros Ciranda Tinto

Alentejo, Portugal

Tinto redondo e gostoso, fácil de beber (muita fruta) e de gostar. Bom para acompanhar croquetes de carne ou de carne-seca com mandioca.

 

Altivo Classic Malbec

Mendoza, Argentina

São exemplares de safras bem recentes, frutados, frescos e fáceis de beber. Bom para acompanhar files acebolados, calabresa, espetinhos de cordeiro

 

Confidencial Rosé

Lisboa, Portugal

Um vinho típico para ser servido em boteco. Parece que foi feito para harmonizar com sanduiche de mortadela. Mas também vai bem com pastelzinho de palmito e de camarão, casquinha de siri, pataniscas de bacalhau e bolinho de bacalhau.

 

Marianne Selena Pinotage

Stellenbosch – África do Sul

Um vinho singular da uva que é o orgulho dos viticultores sul-africanos, a Pinotage. Harmoniza com escondidinho de carne seca, frango a passarinho, carne grelhada, lombinho canadense e polenta.

 

 

Espero que provem e gostem. Bons vinhos e bons amigos sempre!

 

 


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