Vinícola no Meio-Oeste Catarinense oferece produção de vinhos exclusiva e pioneira

 

Clientes podem escolher, inclusive com ajuda de enólogo, a mistura de uvas e acompanhar a produção, que leva pelo menos dois anos até que o vinho esteja pronto para o consumo

 

Foto: Pablo Gomes, Agência RBS

Quem valoriza um vinho de qualidade faz questão de saber tudo sobre o que está consumindo. Da uva ao rótulo, nada pode passar despercebido. Uma vínicola do Meio-Oeste catarinense tem proporcionado esse conhecimento detalhado aos clientes. Eles têm a opção de elaborar a própria bebida, tornando-a exclusiva em todo o mundo.

Tenha o seu vinho é o sugestivo nome do programa da Vinícola Villaggio Grando, localizada no município de Água Doce. Lançado em 2012, o projeto é resultado da grande procura pelos melhores vinhos produzidos na safra daquele ano, considerada uma das melhores da história do Brasil em relação às condições climáticas e investimentos em tecnologia no setor.



 

Com 50 hectares plantados, 103 variedades de uva em pesquisa, 200 mil garrafas produzidas por ano e inspirada na crescente demanda, a vinícola começou a oferecer rótulos próprios aos clientes mais fieis. Foram disponibilizadas oito barricas de carvalho francês com capacidade para 225 litros cada, o equivalente a 300 garrafas de 750 ml.

Os compradores geralmente têm seus pedidos em mente, são conhecedores da vitivinicultura e escolhem as uvas que querem para o vinho. Mesmo assim, um enólogo da vinícola presta toda a assessoria no sentido de proporcionar a melhor mistura.

Ainda que exclusivos, os vinhos personalizados são sempre tintos. O diretor comercial da vinícola, Guilherme Grando, explica que isso ocorre porque a Villaggio trabalha com volumes pequenos de vinhos brancos e também porque os tintos permitem ser misturados a outras variedades. Já o teor alcoólico segue uma tendência mundial e fica entre 12,6º e 14º.

— O tinto tem esse diferencial para o cliente, que pode brincar com o seu vinho. O tinto é mais encorpado e proporciona variações bem interessantes. Além disso, aceita mais tempo na barrica, enquanto o vinho branco pega mais o gosto da madeira.



 

Foto: Pablo Gomes, Agência RBS                                    

 E não bastasse escolher o que vai dentro da garrafa, o consumidor tem a oportunidade de acompanhar o processo de produção do seu vinho que, do pedido à entrega, permanece em média dois anos na vinícola, onde passa por análises laboratoriais e sensoriais, inclusive do próprio cliente, que pode ir pessoalmente à vinícola conferir como anda a sua bebida.

— Cada vez mais as pessoas têm a tendência de buscar coisas personalizadas em tudo. A ideia é criar em cada setor. E é isso que está acontecendo com o vinho —, conclui Grando.

Exclusividade para poucos

No projeto Tenha o seu vinho o cliente pode planejar a produção da sua bebida para ocasiões, cardápios e consumidores específicos. Mas a personalização é para poucos e a exclusividade é ainda mais restrita.



 

Uma barrica de 225 litros e que rende 300 garrafas de vinho exclusivo custa R$ 18 mil, numa média de R$ 60 por garrafa. Já o vinho pronto, com o qual a vinícola trabalha comercialmente e que apenas levará o rótulo solicitado pelo cliente, custa R$ 45 a garrafa do tinto e R$ 34 a garrafa do branco ou espumante. Nestes casos, porém, só podem ser feitos pedidos a partir de 50 garrafas.

O alto custo é justificado pela qualidade do produto, fruto de todo um trabalho técnico feito na vinícola. O enólogo Cristiano Zorzan é o responsável por realizar os sonhos dos amantes do bom vinho. Ele garante que, além de um prazer, produzir um vinho que atenda a todas as expectativas do cliente é um desafio.

— O enólogo procura sempre agradar ao consumidor e tenta expressar o que há de melhor e mais característico na região. É preciso saber o que cada componente proporciona e fazer análises químicas e práticas, pois o vinho tem que ser harmônico.



 

Zorzan conclui dizendo que, por se sentir responsável pelo produto final, não hesita em dar sugestões e até mesmo questionar pedidos de clientes quando sabe que não darão certo.

— Se o cliente deseja o impossível, eu procuro chegar o mais perto do que ele busca, mas não é só porque ele quer que eu vou fazer aquele vinho. Tenho o compromisso e a responsabilidade de produzir o melhor, e se eu acredito que não vai dar certo, dou opiniões. E quando o cliente gosta do vinho dele é um elogio para mim. Afinal, não é um produto industrial em que você junta os ingredientes com um padrão e separa em lotes, mas sim, uma garrafa única no mundo — afirma o enólogo.


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